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Alternativas da Educação

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Adultismo

“Crianças Dinamarquesas”: educando com empatia e alegria

Desde 1973 o povo dinamarquês é considerado o mais feliz do mundo e tem uma forma peculiar de criar os filhos, baseada na empatia e na não violência. Mas isso não significa superproteção e falta de limites.

Estive no lançamento do livro “Crianças Dinamarquesas”, da psicoterapeuta Iben Dissing Sandahl e da escritora americana Jessica Joelle Alexander, na Livraria Cultura, semana passada, em São Paulo. Sandahl aposta na empatia, na liberdade e na troca de sentimentos para construir uma relação mais humana com os filhos, sem deixar de lado as regras e a disciplina.

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10 dicas para educar com amor e limites

No mundo da educação, dois discursos coexistem e brigam entre si, mas para mim são igualmente verdadeiros. O primeiro: estamos criando nossos filhos com uma permissividade nociva, que vai se mostrar catastrófica no passar dos anos. O segundo: não podemos mais repetir o autoritarismo e a violência com que fomos tratados, porque isso vai gerar seres inseguros e despreparados para os desafios de um mundo em constante mutação.

Para a escritora, palestrante e educadora parental Elisama Santos, o único caminho para uma educação não violenta, que também ensine limites é o acolhimento das emoções, principalmente as nossas emoções. Elisama acredita que, quando não acolhemos o que sentimos, acabamos apelando para gritos, chantagens, ameaças, manipulações e por fim, violência física contra a criança, considerada crime no Brasil. Um tapinha na mão ou um aperto forte no braço, considerados medidas disciplinares legítimas há 20 ou 30 anos, hoje não cabem mais no repertório de uma educação respeitosa.

Elisama liderou o II Worshop de Educação Não Violenta, realizado na última semana, em São Paulo, na Casa de Viver e falou para pais e mães ávidos por uma nova orientação equilibrada em relação à disciplina, já que o modelo com que fomos educados não se sustenta mais.

Para resumir o conteúdo riquíssimo do Workshop, vou listar 10 das melhores dicas da Elisama para criar nossos filhos com limites firmes e gentis.

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A Educação na arena: um outro olhar

Um dos maiores TEDx de todos os tempos aconteceu em agosto, aqui no Brasil. Sediado na arena Allianz Parque, em São Paulo, organizado por mais de 400 voluntários, para mais de 8 mil pessoas e patrocinado por um gigantesco grupo educacional, foi também transmitido ao vivo no Facebook. Durante um dia inteiro, cerca de 45 palestrantes, apresentadores e artistas mostraram a necessidade de exercitarmos um outro olhar sobre a Educação no Brasil: um olhar mais humano, abrangente, solidário e diverso.

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Uma amizade que muda o mundo

Estamos quase no final de 2016, um ano duro e desafiador, especialmente em nível político e econômico. Às vezes fica difícil manter o otimismo. Mas a palestra da cineasta Estela Renner, criadora da Maria Farinha Filmes e da fundadora do Instituto Alana, Ana Lucia Villela, realizada na escola Waldorf Rudolf Steiner, em 24 de novembro, me deixou emocionada e esperançosa. A potência de duas mulheres que, através da amizade e da parceria, estão tentando mudar o mundo, me contagiou também.

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Filhos não são de marte

Carlos Gonzales é conhecido como o “pediatra que quebra regras”, mas o que ele diz e defende está profundamente enraizado no passado. Não na época de nossas mães, avós ou bisavós, mas há 1 milhão de anos, quando ainda nem éramos conhecidos como homo sapiens. Segundo ele, essa fase da evolução humana explica, ainda hoje, o comportamento da imensa maioria dos bebês. O pediatra catalão esteve em São Paulo, em 19 de novembro, numa palestra organizada pela Editora Timo, que publica três livros dele no Brasil: “Besame Mucho“, “Manual prático de aleitamento materno” e “Meu filho não come“. Num auditório lotado de pais, mães, educadores, profissionais ligados à infância, além de muitos bebês, ele falou sobre choro, instinto materno, afeto, ciúme, birras e alimentação.

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Sem vergonha

Criança aprendendo a andar: muitos tombos, pezinhos desajeitados, tropeços… Mas cercada de amor e incentivo, ela vai em frente. Cai e levanta quantas vezes forem necessárias. Se não encontrar barreiras, essa correnteza linda vai ficando cada vez mais forte, impulsionando novas conquistas.

Aí infelizmente começa um processo que já atingiu a maioria de nós. Algum adulto resolve um belo dia domar essa correnteza, construir barragens, concretar as margens do rio. Tudo em nome de educar, de “preparar para a vida”.

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O que aprendi com ‘O Começo da Vida’

Há mais ou menos duas semanas, tive a grata oportunidade de assistir ao documentário “O Começo da Vida“, que está em cartaz em várias cidades do Brasil, mas poderá ser visto na Netflix brasileira a partir de junho (veja aqui como assistir se você não tiver acesso à Netflix ou se sua cidade estiver fora do circuito). Obra muito emocionante, delicada, sensível, mas ao mesmo tempo, uma chamada forte e poderosa à consciência. O documentário mostra, de forma clara e contundente, a influência dos primeiros 1.000 dias, ou dos primeiros três anos na vida de uma criança, não importando sua nacionalidade ou condição econômica.

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Temos nosso próprio tempo

Uma das coisas que mais me estressam na lida do dia a dia com minha filha é a questão do tempo. Do meu tempo. Essa impaciência, essa pressa, esse quase desespero é algo real, palpável. Seja na fila do banco, do restaurante, no trânsito, no hospital, até no lazer, me pego querendo tudo pra ontem. Agora, já. Continue reading “Temos nosso próprio tempo”

“Meu filho, você consegue!”

Outro dia estava conversando com um amigo (vamos chamá-lo de João). Uma daquelas conversas que temos somente com quem confiamos. Num determinado momento, enquanto falávamos abertamente sobre nossas infâncias, João me veio com essa:

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